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17 de fevereiro de 2015

A Quaresma















Por Bruno Eduardo Vieira Santos  

  Sabemos que Jesus passou  40 dias no deserto (cf. Mc 1, 12-13)fazendo jejum e oração antes de iniciar sua missão salvífica. E é assim a quaresma, um tempo em que nos recolhemos em nós mesmos num deserto espiritual para reconhecermos as nossas feridas de pecado e pedir perdão para que possamos mudar os rumos de nossa vida.
  Como já disse, Jesus passou esse tempo no deserto em preparação à missão. E nós nos preparamos para a Páscoa, quando, Cristo ressuscitará dos mortos. Uma preparação espiritual para que, quando Cristo ressurgir, estejamos puros e dignos Dele. Não nos preparamos, entretanto, somente para o dia da Páscoa celebrada aqui na terra, mas para a grande celebração celeste, o banquete do Cordeiro, as bodas celestiais. Preparando-nos pela quaresma estaremos cada vez mais preparados espiritualmente para a vida eterna.
  A quaresma é ainda um tempo proposto como forma de enfraquecer o nosso ser corrompido e fazer brilhar a luz que habita dentro de nós: o Espírito Santo. Uma maneira de transformar o estilo pecaminoso em uma vida mais pura, mais digna de participar da glória do Redentor.
  Nesse tempo a liturgia nos traz textos em que Cristo preparava-se para a consumação, quando extirparia o pecado da humanidade e lhe daria uma vida nova. Obviamente, nem todos seguiram Jesus e assim, mesmo com o pecado apagado, ajuntaram mais e mais faltas à sua alma, por isso muitos foram condenados ao inferno, pois não escutaram a voz do Mestre. Queremos ser como estes? Claro que não. Então preparemo-nos para a morte, quando seremos julgados pelo que fizemos, e utilizemos esse tempo tão propício para nos convertemos.
  Ainda no tema liturgia, convido-lhe para assistir todas as missas possíveis para que acompanhe mais de perto toda a situação e os acontecimentos da vida de Jesus no tempo próximo à sua morte.
  Na quaresma temos alguns atos que distinguem-na dos outros tempos.

  O primeiro é a PENITÊNCIA. Através dela contrariamos a carne para que possa se enfraquecer algum “eu” corrompido, como por exemplo, o “eu guloso”, o “eu preguiçoso”, etc. Atinge-se algo que causa bem ao corpo ou aos nossos gostos, muitas vezes causando até certo “sofrimento”, e este, quando oferecido a Deus, serve-nos de oração e também para nos desprender de alguns atos ou sentimentos. Enfim, a penitência é uma forma de nos tirar do comodismo e nos levar a uma vida mais fervorosa e desapegada das coisas do mundo. Entretanto, cabe aqui lembrar que penitências que agradem somente a si mesmo, como por exemplo, algumas pessoas que se abstêm de alguns alimentos para que emagreçam. De forma alguma é penitência, é somente vontade de emagrecer mascarada deste ato religioso. 
  O segundo é o JEJUM. É uma forma de penitência que se distingue das outras por seu imenso valor. De forma estrita, este ato é composto de uma refeição completa (geralmente o almoço) e duas refeições leves (comumente café da manhã e um lanche à tarde). Não se come entre essas refeições e muito menos se alimenta de doces, refrigerantes, guloseimas em geral, e principalmente, abstém-se de carne. Entretanto, na linguagem moderna a abstinência de carne (obrigatória na Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa, e segundo a tradição em todas as sextas-feiras do ano exceto em festas, relembrando a morte de Nosso Senhor em uma sexta- feira). O jejum “contribui para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos” (cf. Catecismo da Igreja Católica 2043). O jejum, desde que bem feito, tem caráter de purificação e de oração. O primeiro, pois nos liberta de algumas “amarras” que o pecado deixa em nós, prendendo-nos às “delícias do mundo”. A segunda, pois mostra ao Senhor que abdicamos de nos deliciar de algum (ns) alimento (s) para receber a contrição e o perdão de nossos pecados.
  O terceiro é a ORAÇÃO. Quando estamos buscando a conversão a oração é fundamental. Com ela entramos na presença de Deus e apresentamos nossas súplicas e nosso arrependimento. Rezar nos dá força. Cristo que o diga. Ele sempre rezava pedindo força e principalmente naquele tentação derradeira antes de sua prisão. Somos constantemente tentados a deixar o serviço de Deus, a aceitar as concupiscências da carne como coisas boas, a praticar atos ilícitos, etc. Quando rezamos obtemos mais força para suportar a cruz e lutar contra as forças do demônio.
  Não imagine que somente na Quaresma se reza, jejua, penitencia-se. De forma alguma. Sempre somos convidados a fazê-los para alcançarmos a bem-aventurança eterna. Nesse tempo somos chamados a intensificar esses atos, buscando a salvação. Cada pessoa tem só uma vida. Não imagine, como os espíritas, que vai ter outra vida para gastar buscando o céu. Se não o fizer o inferno será o fim da linha. Busquemos nesse tempo fazer brilhar a luz do Espírito que há em nós.
  Concluindo, nunca deixe de lado esse convite à conversão. Junto do desejo de mudar adicione jejuns, penitências, constantes orações e, principalmente, uma sede insaciável pela SANTIDADE.

9 de janeiro de 2015

Por que temos medo da morte?

Por Bruno Eduardo Vieira Santos

Há três motivos pelos quais temos medo de morrer:
       1º.  O conforto da vida atual
O homem se encontra cada vez mais embrenhado no mundo e não quer deixa-lo. Geralmente o que estamos vendo é que as pessoas colocam “todas as suas fichas” na vida aqui e não se preocupam com a “vida lá em cima” – no céu. Infelizmente ele já não consegue ter um olhar vertical, fixo no céu, só pensando no aqui e agora. Colocam o seu querer na felicidade mundana, buscando o prazer do corpo, deixando sua alma “às traças”. E por isto há medo, porque não se quer deixar essa vida de prazeres, querendo sempre mais e mais, não se preparando e pensando para o que virá depois de nossa partida, mas não com os que ficam, mas a nós que vamos. Não estão mais lembrando que esta vida é finita e que não está em nossas mãos escolher quando partiremos. Concluindo, se houver maior cuidado de nossa parte para com nossa preparação para a morte, separando-nos do mundo e seus desejos e preocupando-nos tão somente com o bem de nossa alma teremos menos temor do fim de nossos dias, já que o que aqui ficará não nos fará falta no lugar onde iremos, só irá pesar na balança o que não fizemos pela nossa alma enquanto podíamos fazê-los.
        2º.  A morte como algo desconhecido
Há, na morte, algo que desconhecemos e nos faz temer o que virá depois. Se o homem viver somente para agradar a si mesmo nunca possuirá virtudes e, por conseguinte, terá ainda mais temor, pois deixará aquilo que “conquistou” aqui. Vencer qualquer medo é dado somente pela coragem, e, nesse caso, somente pela coragem dada pela virtude. Assim, quando houver fé, os olhos serão finalmente abertos para ver que a morte não é má para eles, mas sim, boa. Entretanto, cabe aqui dizer que, os maus com certeza têm medo da morte. Pois são aqueles que apoiaram sua vida no dinheiro, nos prazeres, enfim, no mundo, era isso que os sustentava, não sabem o que os sustentará depois. E o diabo já lhe tomou a alma e a tem em seu “caderninho de recepção do inferno”.
 Entretanto, aquele que apoiou TODA sua vida em Deus, seguindo a Divina Palavra, recebendo sempre com grande fervor e adoração a Eucaristia, que viveu somente pensando e almejando o céu não terá medo, pelo contrário, considerará a morte como grande lucro, pois sabe que essa vida é só uma passagem, um ponto onde devemos parar para depois continuarmos a viagem para aquele lugar ao qual viajamos – o céu, a vida eterna.
        3º.  Quando se conhece a morte e seu fim e não crê completamente
Eis que entre aqueles que creem há um problema: não crer completamente. Eles sabem que existem três locais para onde se pode ir de acordo com a vida que teve:
O céu- para aqueles que foram verdadeiramente santos ou foram purificados no purgatório;
O purgatório- onde se purificarão as almas dos arrependidos para que possam ir totalmente limpos para o céu;
O inferno- para onde irão os servos do demônio, os mundanos e satanistas.
E ainda que eles almejem o céu não conseguem parar de temer o que acontecerá. “Será que irei para o céu? Como será isso?”. Muitas vezes trata-se de pura curiosidade, outra de inconformação, com o ser corrupto que é, o que é bom, pois ele sempre estará buscando ser perfeito por estar inconformado, porque ele sabe que o Pai quer que sejamos perfeitos como ele é perfeito.
 Mas eles muitas vezes não creem 100 %, mas somente 99. E esse 1% que resta fará grande impacto à alma do crente se ele não lutar contra essa descrença injetada que é típico da natureza humana, causada pelo pecado original.

Há, no entanto, um problema gravíssimo na atualidade: olhar tão somente um Deus misericordioso, formando-lhe uma imagem incompleta. Pensam da seguinte forma:
Se Deus é amor, não nos quer ver sofrer, quer que sejamos felizes, mesmo que pratiquemos atos homossexuais, atos impuros, enfim, busquemos o prazer. Não existe inferno, pois ele não nos entregaria ao mal.”

Sinceramente, Deus não entrega ninguém ao mal, é o ser humano que escolhe pelo mal quando quer agir sozinho sem pensar que Ele existe tem um plano traçado para nós que não inclui a permanência eterna neste mundo e muito menos viver dos prazeres do mundo. É uma minimização ao nosso querer dos planos do Pai. É como se criassem uma religião para si mesmos, onde creem no que querem e vivem como querem sendo senhores de si mesmo, tendo Deus como “alguém” que só se pensa depois da morte. E por isso o Pai os entregou aos seus próprios quereres (Romanos 1,24) e o diabo tomou suas almas para si e as lançará no fogo eterno do inferno.

Sugestões de livros:

Preparação para a morte- Santo Afonso Maria de Ligório

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Existe o Inferno? - Pe. La Croix

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21 de dezembro de 2014

Uma liturgia de achismos

por Bruno Eduardo Vieira Santos
Co-fundador da BNEV

A liturgia romana se encontra banhada em achismos, manipulações, fazendo com que hoje não se celebre mais um único rito, como era feito antes do Vaticano II, mas a liturgia de cada país. Sinto muito, mas tal Concílio contribuiu bastante, mesmo que indiretamente, para haver uma autodemolição da Igreja, e isso não sou eu quem diz, mas o próprio Paulo VI, Papa que continuou e encerrou o Concílio em 1965. E ele continua. Disse que ao tentar abrir as portas da Igreja, no chamado “aggiornamento” de João XXIII, para que os fiéis entrassem, entrou também a fumaça do demônio no Templo de Deus. E quão sério é isso. Veja que uma tentativa de agradar aos homens agradou também ao demônio e não ao Pai. E digo-lhe por fim que, quando se quer agradar ao mundo, não se agrada ao Senhor. Mas se se lutar para agradar tão somente ao Senhor, naturalmente, os homens de boa vontade serão agradados.
É vergonhoso chegar a uma igreja que, já pelo templo, parece um galpão ou uma igreja protestante. Entra-se nela e vê-se que se aproxima mais ainda dos protestantes: pouquíssimos símbolos religiosos (imagens, quadros, pinturas, vitrais), um altar que parece uma mesa de cozinha. E depois se inicia a Missa, o espetáculo com plateia e apresentador. Falta de zelo, de respeito por Deus. Como querem que resida ali o Senhor se os Sagrados Mistérios estão banhados na vergonha de sacerdotes manipuladores de liturgia e sacrílegos infiéis? Ao menos na liturgia Tridentina não haviam essas vergonhas, pois não existia liberdade para criatividade ou a mal interpretada inculturação litúrgica. Mas sobre esse último ponto, veja bem, para quê colocar isso para a Missa? Inculturação litúrgica nada mais é do que os cantos e língua na liturgia, e só. Nada de danças africanas nessas “Missas Afro” dizendo eles que colocaram “pequenos” aspectos da África na missa. Nada de danças sulistas na chamada "Missa gaúcha". E nem danças carregando a Bíblia, vela ou seja lá o que for. Não é inculturação, é falta de piedade litúrgica. 
Nosso Senhor quer um só culto, o agradável ao Pai. Mas como isso é possível se em cada país, ou ainda, em cada estado ou cidade, se celebra de uma forma?
E se inicia a perseguição aos conservadores. Dizem que têm medo do novo. Não. Eles têm medo é do vergonhoso progressismo litúrgico atual. Buscam guardar a sacralidade dos ritos e por isso são chamados de retrógrados. E o que dizer dos modernistas que fazem da Santa Missa um circo? São mais perigosos que material nuclear. São capazes de causar às almas a perdição eterna, levá-las a pensar que dessa forma se agrada a Deus. E a eles dão crédito e dizem que são bons e normais. Esse tipo de normal é o mesmo daqueles que, ao morrer, vão para o inferno. O modernismo  é a pior das heresias e não se pode dizer mais. Pensam que tem que ser bonito para todos, se for Jesus gostou, seguindo o ditado “a voz do povo é a voz de Deus”. Cobras venenosas! São um perigo para a fé católica, tão questionada e desacreditada hoje em dia.
Será preciso que Nosso Senhor utilize-se do “chicote de corda” para destruir essas vergonhas? Mas agora não se trata da temporalização (fazer de algo cada vez mais temporal, relativo a dinheiro e bens) do templo, mas da destruição gradual do Sacrifício de Cristo por meio de sacerdotes que manipularam e manipulam os sagrados ritos.
E infelizmente os bispos não fazem nada. Preocupam-se com questões ecológicas em plena crise de fé não só no Brasil, mas em todo o mundo. Ficam preocupados com o impacto da mineração no meio ambiente ao invés de ir contra o modernismo de tantos padres que põem danças, teatros, na missa fazendo dela um espetáculo de circo e não mais o sacrifício do Cristo. 
Vemos que Roma busca "fechar o cerco" para os modernismos litúrgicos. Entretanto, a cada ato aparece "outra coisa 'bonitinha e emocionante' que seria bom colocar na Missa". Por exemplo, no dia de Pentecostes, neste mesmo ano de 2014, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou uma carta proibindo alguns pontos do rito da paz (canto da paz, o sacerdote sair do presbitério para dar a paz, pessoas andando pela igreja inteira para desejar a paz). Alguns setores da Igreja no Brasil seguiram. Outros fingiram que não leram ou escutaram nada e outros ainda nem chegaram a saber. E é este o problema. Temos o exemplos de Bento XVI, que iniciou a "Reforma da Reforma" buscando a maior valorização e respeito pela liturgia da Igreja. E seu trabalho deve continuar. Não somente por mãos de papas, cardeais ou bispos mas também por cada um de nós. Como? Não batendo palmas na missa, não promovendo dancinhas, teatrinhos, zelando para com a liturgia se algum de vocês que leem são coroinhas, cerimoniários, ministros, etc., enfim, promover um novo olhar da liturgia da Igreja, buscando um culto uno e aos moldes do querer de Cristo: Seu sacrifício incruento realizado dignamente aqui na Terra agrandando ao Eterno Pai.

9 de dezembro de 2014

A castidade

Por Bruno E. Vieira Santos
Catequista

Embora tenha falado bastante (em 3 artigos) sobre a castidade, continuo a “bater na mesma tecla” visto que é tão importante para o homem de hoje saber desta tão necessária virtude, mas agora quero falar de uma forma mais informal e também mais resumida, ainda falando sobre alguns pontos que não havia falado antes, então não considerem algum possível erro ortográfico ou de concordância.
Pode-se dizer que a castidade se assemelha um tanto ao celibato, mas, a diferença é óbvia: o celibatário (aquele que vive o celibato, isto é, aquele que não se casa e nem tem filhos) não espera alguém, uma pessoa que será sua “alma gêmea”, ao passo que, o casto (que vive a castidade) preserva-se puro até quando seu amado, sua amada, for iluminado (a) por Deus.  E é muito bela e representa o viver para Cristo, pois Ele deve reinar em nós e não pode fazê-lo se nossos corpos forem impuros, sujos, emporcalhados da sujeira do pecado. Para Nosso Senhor habitar em nós é necessário pureza, é necessário controlar as paixões da carne, os desejos, refreá-los com a oração, o jejum e a penitência, para que sejamos dignos de tão grande dádiva, que é ser templo do Eterno Rei.
Entretanto, o mundo não vê assim. Pensam os “mundanistas” e seus seguidores que, aqueles bons cristãos que desejam ser templo santo e digno do Senhor são, ou idiotas alienados, ou ainda homossexuais ou lésbicas. Quanta ignorância e falta de estudo! Se entendessem tudo, se entendessem a escolha de alguém pela castidade cairiam de joelhos perante Deus e pediriam a graça de serem como esses sábios homens e sábias mulheres. Mas o mundo venda-lhes os olhos. Talvez pode ser que só zombam e vão contra, porque não conhecem todo o sentido e a verdade envolvida neste tão belo ato da escolha pelo céu e não pela permissão de ser escravizado pelo próprio corpo.
A castidade é o guardar da pureza física e mental. Por acaso pode alguém dizer que é puro quando dos dois não está verdadeiramente são? Devem andar juntas. Uma pessoa que guarda a castidade, usa anel de castidade, “esfrega na cara” de todos que é casto, mesmo que o seja no corpo, e mostre que é um grande pervertido em sua mente, não passa de alguém que acha que é bom, mas na verdade está muito sujo de pecado. Enfim, é necessário que haja uma pureza na mente e no corpo, pois, se a mente está pura, consequentemente o corpo será puro.
E como é difícil alguém que viveu no mundo de depravação viver a castidade. Vem-lhe à mente as lembranças daquele tempo, daqueles atos... Mas não é algo para desanimar. É um desafio. E um ser humano que não quer desafio, sinceramente, merece a vida medíocre que leva, andando na beirada do inferno. E por que é difícil? Porque o demônio quer que eles voltem para aquela realidade, quer que sejam novamente seus escravos. Podem-se ver tantos casos de pessoas que queriam ter apagado seus passados e agora sofrem com as lembranças, embora tentem esquecer não podem, sempre lhes vem a mente e traz o desejo, e digo, lançai-os fora, porque se ficar se lamentando porque não podia viver assim ou porque tem essas lembranças só te fará pensar que é um pobre coitado, que não consegue nem andar com as próprias pernas. Então saia desse lixão que você se encontre e se endireite logo.
O seguimento do Pai não pode ser cômodo e tranquilo: é turbulento e cheio de provações. Quem quer servir a Deus, mas não quer ser tentado, nem tente. Deve-se ter radicalidade no seguimento. Temos que passar pela porta estreita e, somente os dignos e preparados para a vida eterna entrarão na “Cidade de Deus”. Não digo que somente a castidade irá nos tornar dignos do céu. Há tantos outros quesitos necessários. Mas não devemos nos desanimar. Lembremo-nos do amor do Senhor por nós. Vamos nos lembrar de que Jesus morreu na cruz como um ladrão. Pagou no madeiro os nossos pecados, provando que Ele vai até o fim por nós. Será possível que não é prova de amor suficiente para você colocar-se no caminho para o céu, buscar a santidade de vida?
E você, não pode nem sequer fazer algo por Ele?
Não adianta postar frase, textos de/sobre Deus no Facebook ou no status do WhatsApp. Para quê se você não prova com a sua vida o que escreve? São necessárias as obras, pois a fé sem obras é morta (Carta de São Tiago, capítulo 2, versículo 17), é como aquele ditado “Falar é fácil, difícil é fazer”, assim também é seguir Jesus, é muito fácil dizer que ama, que crê, que quer ser Dele, mas quando é provado na fé, na sociedade, em casa ou em qualquer local, esconde sua fé. Só crer não basta tem que mostrar que é de Deus, pelos atos e não só pelas palavras.
 A castidade é agradável aos olhos de Deus. E, já que o mundo está como está, vemos que somente os verdadeiros cristãos reconhecem que o Pai as quer boas e puras para Ele, fazendo-as entrar para seu seguimento radical, ou seja, numa busca cada vez maior pelas virtudes e se afastando do pecado, da morte eterna.
É uma escolha de amor. Por Deus, pois estás pleno de desejo de encontra-lo após sua morte nesse mundo, queres agradá-lo, louvá-lo com a sua vida. E também pelos outros, pois queres guardar a pureza do seu corpo, mas também do corpo do outro, não quer mais ter carinhos, beijos e abraços momentâneos (FICAR) de utilização como que de objetos e não de seres humanos, não quer dar-lhe desprezo e nem utilizar o corpo alheio como se fosse um objeto. Não quer ter relações sexuais fora do casamento porque sabe que ele foi feito para estar dentro do matrimônio, visto que é um diálogo de entrega, onde HOMEM E MULHER dizem em seus atos CARINHOSOS, e AMOROSOS, que se entregam um ao outro, num “Eu sou seu e você é minha”. É este diálogo que subsiste no sexo, o qual não pode existir se é feito num motel e depois os envolvidos nem se encontram novamente. Não há entrega, mas somente uma tentativa de prazer, de ter um pouquinho de felicidade nessa vidinha “porcaria” que eles têm.
E o ficar? É tão difundido como bom e faz sofrer bastante àqueles que dizem “não” a este ato de utilização do outro como objeto. Pobres dos verdadeiros castos, podem até ficar sozinhos na vida. Mas eu digo: não estão. A solidão em que eles se encontram é somente material e física, e chega a ser boa, porque “antes só que mal acompanhado”. O Senhor que está nos céus o acompanha com felicidade, dando-lhe força e amor, ele não fica sozinho.
E quem não fica é homossexual ou lésbica? Não. Talvez, você que não entende o que este ou esta vivem, não os tenha perguntado sobre isso, só quis julgá-los e chama-los de “viados” (homens) ou “sapatões” (mulheres). Então, primeiro busque a informação, depois julgue.
Mas porque é errado se é tão bom?
Nem sempre o que é bom é bom, isto é, às vezes, o que nos faz sentir bem, ou seja, nosso corpo se sentir bem, é bom para nossa alma, nossa vida espiritual.  E esse é o caso do ficar. Visto que o beijo significa amor, como fazemos algo que significa amor num ato que na verdade é só uma “ficada”, só um “rolo”? É só desejo de prazer descarregado no querer usar o outro. E devemos saber que, um simples encontro entre um casal (homem e mulher) não constitui erro ou pecado, mas um busca de conhecimento pelo outro para talvez chegarem a um namoro, o que, pode haver no ficar, mas que só trará para o casal dificuldades e incompreensões.
Ah e o celibato sacerdotal, a vida do padre. Outro que é julgado de forma equivocada. Primeiro ponto: acham que o jovem que tem desejo de se encontrar com seu Senhor numa vida totalmente consagrada a Ele é “viado”, “gay”, porque não irá ter mulheres ou filhos. Pobres coitados. Mal sabem eles que para ser padre é necessário ser “cabra macho”, tem que ser mais homem que qualquer homem, ele terá que enfrentar o desejo de ter família, ter uma mulher, enfrentará diariamente uma batalha contra Satanás, tendo que fazer mortificações, jejuns, penitências, constantes orações, para que seja puro (o que todos também podem e devem fazer). Ele é o homem mais tentado da face da Terra. Obviamente temos atualmente maus padres, algumas vezes homossexuais infiltrados que não querem a conversão para o Senhor e fazem atos de pedofilia, depravação com jovens e crianças da comunidade. E não só eles, mas também os heteros que fazem atos de depravação para com jovens e mulheres da (s) cidade (a). E é por causa deles que o celibato sacerdotal tornou-se sinônimo de homossexualidade, ou, colocando nos termos dos mundanos “viadagem”.
Concluindo, a castidade é pureza, e para viver no Pai e para o Pai é necessário ter essa virtude. Possivelmente os castos sofrem e sofrerão, mas não ficarão sem consolo. Poderão passar por “noites escuras da alma”, mas terão sempre o apoio de nosso Deus. Ser casto não é ser homossexual, é buscar o desapego das paixões e desejos da carne, é ir contra a escravidão do corpo. Os castos esperam sua “alma gêmea”. Por acaso Deus lhes mandará alguém ruim? De forma alguma! Pelo contrário, lhe mandará uma pessoa maravilhosa que o entenderá e, juntos, buscarão juntos, a bem aventurança (a felicidade que vem de Deus) e lutarão contra o pecado. Isso porque souberam esperar o que Nosso Senhor quis. E isso não acontece com os “pegadores”, que só terão pela frente casamentos (quando houver) ou uniões que serão enormemente turbulentos, tudo isso porque não souberam esperar que Deus lhes designasse, lhes iluminasse alguém.

Muito cuidado para, nesse desejo enorme de curtir a vida, você não acabe estragando ela toda como o liquido biliar do frango quando cai na carne e a faz amarga e horrível.  

11 de setembro de 2014

Liturgia- Abusos Litúrgicos

Por Bruno Vieira Santos
Catequista

8 de setembro de 2014

Bíblia, Palavra de Deus

Por Bruno Vieira Santos
Catequista e co-fundador da BNEV













A bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo...”.

Com essas palavras inicio minha reflexão observando que a bíblia é a Palavra de Deus e disso não há dúvida. A bíblia é Sua palavra de amor colocado no nosso meio.
Hoje temos nossa bíblia em casa de vários tamanhos: grande, média, edição de bolso, etc. e mesmo assim não lemos, é provável que muitas vezes damos de cara com ela e mesmo assim vamos para o sofá, ligamos a televisão e vamos assistir a novela. Será que não está faltando mais desejo, mais fome de Deus, uma busca maior por ele através da sua palavra? Atualmente temos a bíblia assim: bonitinha, com capas bonitas, imagens, etc., mas nem sempre foi assim.
No início do cristianismo a bíblia era transcrita das tábuas para grandes folhas de papel que juntas formavam um livro enorme. Assim era muito difícil ter uma bíblia em casa. Dessa forma cada templo da Igreja possuía um exemplar onde se lia a bíblia na Santa Missa. E quem escrevia a bíblia? Os Monges católicos. Essa bíblia que os protestantes carregam debaixo do braço para falar que somos idólatras passou por um longo processo e agora se faz possível ser carregada por eles por causa dos católicos. Se não houvesse a Igreja não haveria a bíblia. Haver-se-iam perdido os escritos dos profetas, dos Evangelhos, das narrativas do nascimento do povo de Deus. A Igreja, como boa mãe, guardou para nós as Escrituras e as organizou num livro. São 73 livros na bíblia católica. Esses livros contam a história do povo de Deus e são divididos em dois: Antigo e Novo Testamentos, o primeiro contém 46 livros e o segundo 27. O Antigo Testamento fala-nos sobre o nascimento, vida e profetas do povo da Antiga Aliança. O Novo Testamento trata da vida de Jesus, dos apóstolos e traz grandes conselhos e exortações dos apóstolos: São Pedro, São Tiago, São Judas Tadeu, São João Evangelista e de São Paulo. Além é claro da narração do Apocalipse.
Será que é tão difícil entender as palavras de Vida Eterna do Senhor? Não. Ao primeiro olhar é complexo, pois não temos estudo bíblico, mas quando lermos mais e mais iremos compreendendo tudo. Mas devo advertir-te de uma coisa: O livre exame da bíblia, ou seja, ler e entender a bíblia pelo seu próprio achar é errado. Por isso temos a Igreja e o sacerdote que nos instrui através das homilias e pregações. A Igreja determina a verdadeira interpretação de determinado versículo ou passagem bíblica que causa dúvida. A Ela foi concedida essa faculdade pelo Cristo Jesus. Assim não devemos seguir com achismos, devemos nos apoiar no que diz a Igreja. Por isso é sempre bom que participemos de um curso bíblico ou de um grupo de reflexão bíblica.
A bíblia é a palavra de Deus! É a palavra do Senhor que nos quer bem e nos faz melhores para a vida com os irmãos e irmãs. Com ela seguimos nossa vida alimentados, fortes, capazes de dar amor aos outros, enfim, sendo seguidores do Cristo Mestre que é o próprio Verbo encarnado, a Palavra Divina do Pai feita homem para a nossa salvação.
Nesse mês da Bíblia convido a você a ler as Sagradas Escrituras e a participar mais ativamente, se possível, da Santa Missa, pois nela encontramos com essa Palavra de amor, e ainda mais, o próprio Cristo no santo Sacramento da Eucaristia unido à voz do Pai.

Quero terminar essa minha reflexão com uma pergunta: E você, como utiliza a bíblia? Só pra enfeitar ou para ser para você uma luz no caminho?

24 de agosto de 2014

Mensagem aos Catequistas

Por Bruno Vieira Santos
Catequista de Eucaristia na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens e Co-fundador da BNEV

Por ocasião do dia de oração pela Vocação Leiga
24 de Agosto de 2014

Também por ocasião do Dia Nacional do Catequista
31 de Agosto de 2014
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Caros irmãos e irmãs,
No dia de hoje, em que a Santa Mãe Igreja nos chama a rezar pela Vocação Leiga, temos como principal a figura do catequista.
Primeiramente, quem é o catequista?
            O catequista é muito mais que um professor, ele é um amigo de fé das crianças, jovens e/ou adultos. Ele irá instruir àqueles a que foi confiado na fé sólida do Cristo e da Igreja e não pode fraquejar ou desistir de seu serviço e da sua fé, pois essa pessoa enviada por Deus é um exemplo para os demais leigos.
            Enfim, o catequista é o exemplo do Cristo Mestre, que ensina com palavras inteligíveis, ou seja, que são fáceis de entender, as coisas de Deus. Ensina tantas coisas ás criancinhas para que um dia cresçam e sua fé seja base para nascerem vocações inúmeras.
            É bom lembrar que ser catequista não é um privilégio, mas um serviço, e acima de tudo, um chamado. Ninguém deve “se achar” por ser catequista porque isso não cabe na figura dele. Deve ser o exemplo de Nosso Senhor que instrui e ensina na fé, no amor e na caridade de filhos e irmãos em Deus. Nenhuma pessoa é obrigada a ser catequista, pois sê-lo é vocação, é convite para auxiliar, e àqueles que são chamados a esse serviço faz-se necessário além de formação adequada uma total entrega de amor e carinho a esse ofício.
            O catequista deve ser um amigo, como já disse, ele não é um professor e nem dá aula, ele é um amigo que ajuda, conversa, brinca, consola, escuta e se encontra com seus “amiguinhos”  ou “amigões” para falarem de Deus. Se esse encontro torna-se mero ritual e encontro formal tira-se o ar de amizade e carinho entre catequista e catequizando e fica como uma aula de universidade.
            O catequista é chamado a ser sempre aquela pessoa que está ao lado de quem ensina, estar junto nas horas que os outros precisam de alguém para tirarem uma dúvida ou simplesmente desabafar sobre algum acontecimento, porque amigo é pra isso também.
            É necessário que sua formação nunca termine, pois “como anda o mundo de hoje” temos que estar sempre antenados e recebendo formação sobre diversos temas, inclusive aqueles que assolam a humanidade e principalmente a juventude sedenta de ser feliz, de se encontrar, e que tantas vezes entra por maus caminhos e é nosso dever ajuda-los a sair de lá e voltar para a Casa do Pai “donde jorra leite e mel” (cf. Êxodo 3, 17).
            Que Deus ilumine nossa mente e nos dê sabedoria e fé para guiarmos a quem nos foi confiado e que Jesus, o Divino Mestre, nos faça cada vez mais sua imagem de quem ensina com amor e carinho fraterno. 


18 de agosto de 2014

Castidade- Artigo 3- Como viver a castidade?

Por Bruno Eduardo Vieira Santos
Co-fundador da BNEV

Caros irmãos e irmãs, esse artigo traz algumas instruções e conselhos sobre a vivência da castidade. Já havia dado uma breve introdução à vivência da castidade nos artigos anteriores. Mas agora irei dar um aprofundamento sobre.

14 de agosto de 2014

Mensagem aos Coroinhas

Por Bruno Vieira Santos
Catequista na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens e Coordenador do Grupo de Coroinhas

Por ocasião do dia de São Tarcísio de Roma,
15 de Agosto de 2014

11 de julho de 2014

Castidade- Artigo 2- Ficar

Por Bruno Vieira
Catequista na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens. Estrela do Sul-MG

Talvez algumas pessoas que leem esse artigo se perguntam: mas o que é ficar? Vou dar uma definição rápida e simples: é o ato de beijar outra pessoa sem compromisso, embora ultimamente até as relações sexuais possam entrar nesse ficar, mas falarei no beijo. Podemos definir com um termo: “test drive”
Por que isso é errado?

24 de maio de 2014

O Pecado

 Por Bruno Vieira
Catequista na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens- 
Estrela do Sul-MG

A reflexão sobre o pecado é muito ampla.
  No mundo de hoje se ignora bastante o diabo e suas forças, colocando-se o argumento de que nem tudo que se faz de errado (inclusive pecar) é obra do diabo. É claro que nem todos os atos errados que fazemos são obra de Satanás, mas obra de nossas próprias fraquezas humanas, de nosso desejo por prazer, dos nossos vícios.

16 de abril de 2014

Os três tipos de Amor (Definição grega)

Por Bruno Vieira
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

A maior delas, porém, é o amor. (1Cor 13,13b)

Nesse artigo sobre o amor quero lhes falar sobre a divisão grega do amor em três.

9 de março de 2014

Castidade- Artigo 1


Por Bruno Vieira
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

A castidade é o guardar-se puro, proteger-se daquilo que prejudica a santidade do templo do Espírito que é nosso corpo. Pode ser intitulada também como virgindade.
Ao cristão a castidade é extremamente necessária. Ele deve guardar-se para quem o Senhor o indicar como seu (sua) companheiro (a) para a vida. Se o relacionamento for algo sem Deus ele não dará certo, não terá frutos. Mas se o companheiro (a) tiver sido mostrado e apresentado por Deus, a vida entre o casal será feliz e cheia de amor entre os dois.

30 de janeiro de 2014

O amor de Deus por nós

Por Bruno Vieira
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

  Caro irmão, a parábola do filho pródigo é uma das mais belas que considero, pois nos mostra como Deus é amor e misericórdia. Nós somos como este filho, que se separa do pai através de seus pecados e volta arrependido do que fez.
        Deus nos deu a liberdade de escolha entre dois caminhos: o bem e o mal. Cabe a nós escolher um desses caminhos. O pai da parábola fez o que seu filho quis, deu a liberdade para que ele fosse embora viver a vida que sonhava. Entretanto, nem sempre um sonho se torna realidade. Depois de gastar tudo, o filho passa a trabalhar para um patrão cruel que nem lhe dava de comer. E tal era seu viver de sofrimento e fome que a vontade do filho era comer a lavagem dos porcos.

Muitas pessoas de nossa sociedade estão comendo a lavagem dos porcos e muitos desses não querem sair dessa lavagem, dessa vida ruim e sofrida, não possuem a esperança no Pai. Muitos são teimosos, mesmo se arrependendo não querem voltar ao Pai, pensam que é humilhação demais, acham que é se rebaixar demais, não querem escutar aquela frase: “Eu te avisei...”. Mas essas pessoas não vêm que humilhação maior é ficar reciclando a lavagem, “colocando tempero para ver se melhora o gosto”, vendo se o sofrimento fica um pouco mais leve. Mas muitos não percebem que: A única maneira de se livrar do sofrimento é se arrepender e acreditar na bondade do pai, que vai nos perdoar.
Pensemos bem. O amor de Deus é tanto que Ele desceu a terra como homem, morreu por nós. Como podemos ficar inertes a essa prova de amor. Ele nos quer bem. Ele nos aceita de volta. Ele nos permite voltar a Ele, mas temos que nos arrepender. “E eu lhes declaro: assim haverá mais alegria por um só pecador que e converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.” (Lc 15, 7).
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Veja a música “Este pranto em minhas mãos”, ela narra perfeitamente a parábola:

 Muito alegre eu te pedi o que era meu. Partir, um sonho tão normal. Dissipei meus bens, o coração também, no fim meu mundo era irreal.
Confiei no teu amor e voltei, sim aqui é meu lugar.
Eu gastei teus bens, ó Pai, e te dou este pranto em minhas mãos.
Mil amigos conheci, disseram adeus, caiu a solidão em mim. Um patrão cruel levou-me a refletir: Meu pai não trata um servo assim!

Nem deixaste-me falar da ingratidão, morreu no abraço o mal que eu fiz. Festa, roupa nova, o anel, sandália aos pés, voltei à vida, sou feliz.

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Que as bênçãos de Deus estejam sobre nós.


23 de janeiro de 2014

Ser santo

       Por Bruno Eduardo Vieira Santos
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

Santos não são somente aqueles que estão lá no altar da Igreja. Ser santo não é só isso. Nesse artigo vamos tratar sobre a santidade. Muitas vezes escutamos a frase: “Sejam santos!”, mas muitas vezes esse apelo entra por um ouvido e sai por outro.         Na vida, nós ficamos de cara com as dificuldades, os defeitos, os pecados, e vamos perdendo a força espiritual para vencer esses problemas. Quando isso acontece, as pessoas buscam jogar a culpa em Deus, que o “abandonou”.O que fazemos contra o pecado, os problemas, defeitos, dificuldades é o que nos faz melhores e vencedores na vida. Dizer que Deus não existe, que Ele o abandonou, não te fará vencer nem te fará ser melhor e vencedor na vida, pois, se a vida está difícil com Deus, muito mais será sem Ele.Existem três quesitos a ser preenchidos para uma vida santa, pelo seu modo de:

A Vocação

Por Bruno Vieira Santos
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

Geralmente, a palavra Vocação raramente é conhecida. Mas aqueles que a conhecem ligam-na a figura do padre e nesse artigo esclarecerei um pouco mais sobre as vocações, para esclarecer que a vocação não se trata tão somente do sacerdócio. Vocação significa “chamado”. Pode-se definir mais precisamente essa palavra como “chamado a servir”.     

São três os tipos de vocação:·         
Vocação Sacerdotal- Muitas pessoas, pela má formação na Igreja, confundem essa vocação com a vocação religiosa que será tratada também nesse artigo. A Vocação Sacerdotal é a vocação dos padres diocesanos (de (arqui)diocese). São os párocos, vigários. Os padres devem obediência a um sacerdote maior que recebe o terceiro grau da ordem sagrada, esse sacerdote maior é o (Arce)Bispo, que recebe a ordem do episcopal, ele é denominado pelo Papa. Os padres diocesanos são pastores da paróquia a que são mandados. Atualmente, muitas (Arqui)dioceses estão dando paroquias, santuários e basílicas, a congregações religiosas para que cuidem e comandem-nas.  Os vocacionados ao sacerdócio fazem dois votos: castidade e obediência;Vocação religiosa- Muito difundida, essa vocação está sendo muito procurada. Essa é a vocação dos padres e freiras e frades de congregação.  Os religiosos (as) têm um padre ou madre (no caso das mulheres) que é o superior, provincial, e geral. Na congregação eles vivem em comunidade, trabalhando para seu sustento; não recebem salário, além de não adquirirem grandes bens ou grandes coisas para seu bem próprio, inspiram-se no voto de pobreza. Eles fazem três votos: castidade, obediência e pobreza.
Vocação leiga- É a vocação de todo o povo de Deus, tendo sua vida comum, em família, mas auxiliam com a obra de Deus, a Igreja. Essa vocação engloba os catequistas, missionários, cantores, leitores, Ministros extraordinários da comunhão eucarística (MECE), coroinhas, coordenadores de pastoral, enfim, todos aqueles que se comprometem com o serviço da Igreja sem ter remuneração. São de extrema importância para o caminhar da Igreja. Não fazem nenhum voto. Seguem sua vida comum, tendo filhos, família, trabalhando, etc.
Sobre os votos:

Castidade- basicamente, não se casar, ter filhos ou relações com qualquer pessoa que venha a ferir o voto. Mas, observando mais ao fundo, podemos encontrar a proibição de pensamentos, atos e dizeres obscenos e tudo que venha a ser uma obscenidade. Os fiéis leigos também podem seguir o voto de castidade mas não é nada imposto a ser seguido.
Obediência- obediência ao bispo ou ao superior da congregação.
Pobreza- abdicar da soberba, dizendo não ao acumulo de bens temporais*. Tudo deve ser colocado a serviço da comunidade. Esse voto nos indica o desapego às coisas do mundo e maior apego às coisas de Deus. Esse voto não manda que sejam mendigos ou pedintes, mas pessoas desapegadas, que deixam de lado as coisas do mundo e comprometem-se com o Reino.

Vejamos que a vocação é um chamado de livre escolha. Aqueles que o recebem tem a liberdade  para escolher. A pessoa pode ser chamada ao sacerdócio, a vida religiosa, ou a vida de leigo servindo a Deus e a Igreja sendo um bom pai, uma boa mãe, ou sendo catequistas, cantores, leitores, MECEs coroinhas. A todos Deus chama, basta respondê-lo. 

15 de janeiro de 2014

Modéstia

Por Bruno Vieira
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

Caros irmãos e irmãs, nesse artigo irei falar sobre a modéstia no vestir, focando no vestir para a Missa.Modéstia significa moderação, ser moderada a certo assunto ou coisa. No caso em que será falado, é a moderação do vestir, moderar suas roupas, usando roupas respeitosas e dignas.A Missa exige modéstia, pois o que se passa ali é um sacrifício, é alguém que morre por nós, é isso que celebramos, não é uma festa, é o próprio calvário. Outro aspecto é que a Igreja é um lugar de silêncio, adoração, reflexão, contemplação, não é um lugar de exibição.          Ser modesto é ter esse pensamento sobre o lugar e a circunstância que se irá presenciar e participar. Podemos exemplificar: se uma mulher vai ao cemitério, ela não irá com vestidos e roupas de cores fortes e curtas, irá com roupas mais longas e neutras; se ela vai a um baile de gala irá usar um vestido longo e não um vestido bem curto; um homem que receberá uma premiação não irá ao local de camisa cavada, bermuda e chinelos, ele irá trajar roupas mais elegantes; portanto pode-se ver que a roupa mostra a ocasião para qual se vai.