Por Bruno Eduardo Vieira Santos
Há três motivos pelos quais temos medo de morrer:
1º.
O conforto da vida atual
O homem se encontra cada vez mais embrenhado no mundo e
não quer deixa-lo. Geralmente o que estamos vendo é que as pessoas colocam “todas
as suas fichas” na vida aqui e não se preocupam com a “vida lá em cima” – no
céu. Infelizmente ele já não consegue ter um olhar vertical, fixo no céu, só
pensando no aqui e agora. Colocam o seu querer na felicidade mundana, buscando
o prazer do corpo, deixando sua alma “às traças”. E por isto há medo, porque
não se quer deixar essa vida de prazeres, querendo sempre mais e mais, não se
preparando e pensando para o que virá depois de nossa partida, mas não com os
que ficam, mas a nós que vamos. Não estão mais lembrando que esta vida é finita
e que não está em nossas mãos escolher quando partiremos. Concluindo, se houver
maior cuidado de nossa parte para com nossa preparação para a morte,
separando-nos do mundo e seus desejos e preocupando-nos tão somente com o bem
de nossa alma teremos menos temor do fim de nossos dias, já que o que aqui
ficará não nos fará falta no lugar onde iremos, só irá pesar na balança o que
não fizemos pela nossa alma enquanto podíamos fazê-los.
2º.
A morte como algo desconhecido
Há, na morte, algo que desconhecemos e nos faz temer o
que virá depois. Se o homem viver somente para agradar a si mesmo nunca
possuirá virtudes e, por conseguinte, terá ainda mais temor, pois deixará
aquilo que “conquistou” aqui. Vencer qualquer medo é dado somente pela coragem,
e, nesse caso, somente pela coragem dada pela virtude. Assim, quando houver fé,
os olhos serão finalmente abertos para ver que a morte não é má para eles, mas
sim, boa. Entretanto, cabe aqui dizer que, os maus com certeza têm medo da
morte. Pois são aqueles que apoiaram sua vida no dinheiro, nos prazeres, enfim,
no mundo, era isso que os sustentava, não sabem o que os sustentará depois. E o
diabo já lhe tomou a alma e a tem em seu “caderninho de recepção do inferno”.
Entretanto, aquele
que apoiou TODA sua vida em Deus, seguindo a Divina Palavra, recebendo sempre
com grande fervor e adoração a Eucaristia, que viveu somente pensando e
almejando o céu não terá medo, pelo contrário, considerará a morte como grande
lucro, pois sabe que essa vida é só uma passagem, um ponto onde devemos parar
para depois continuarmos a viagem para aquele lugar ao qual viajamos – o céu, a
vida eterna.
3º.
Quando se conhece a morte e seu fim e não crê
completamente
Eis que entre aqueles que creem há um problema: não crer
completamente. Eles sabem que existem três locais para onde se pode ir de
acordo com a vida que teve:
O céu- para aqueles que foram verdadeiramente santos ou foram
purificados no purgatório;
O purgatório- onde se purificarão as almas dos arrependidos para que
possam ir totalmente limpos para o céu;
O inferno- para onde irão os servos do demônio, os mundanos e
satanistas.
E ainda que eles almejem o céu não conseguem parar de
temer o que acontecerá. “Será que irei para o céu? Como será isso?”. Muitas
vezes trata-se de pura curiosidade, outra de inconformação, com o ser corrupto
que é, o que é bom, pois ele sempre estará buscando ser perfeito por estar
inconformado, porque ele sabe que o Pai quer que sejamos perfeitos como ele é
perfeito.
Mas eles muitas
vezes não creem 100 %, mas somente 99. E esse 1% que resta fará grande impacto
à alma do crente se ele não lutar contra essa descrença injetada que é típico
da natureza humana, causada pelo pecado original.
Há, no entanto, um problema gravíssimo na atualidade:
olhar tão somente um Deus misericordioso, formando-lhe uma imagem incompleta. Pensam
da seguinte forma:
“Se Deus é amor,
não nos quer ver sofrer, quer que sejamos felizes, mesmo que pratiquemos atos
homossexuais, atos impuros, enfim, busquemos o prazer. Não existe inferno, pois
ele não nos entregaria ao mal.”
Sinceramente, Deus não entrega ninguém ao mal, é o ser
humano que escolhe pelo mal quando quer agir sozinho sem pensar que Ele existe tem
um plano traçado para nós que não inclui a permanência eterna neste mundo e
muito menos viver dos prazeres do mundo. É uma minimização ao nosso querer dos
planos do Pai. É como se criassem uma religião para si mesmos, onde creem no
que querem e vivem como querem sendo senhores de si mesmo, tendo Deus como “alguém”
que só se pensa depois da morte. E por isso o Pai os entregou aos seus próprios
quereres (Romanos 1,24) e o diabo tomou suas almas para si e as lançará no fogo
eterno do inferno.
Sugestões de livros:
Preparação para a morte- Santo Afonso Maria de Ligório
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Existe o Inferno? - Pe. La Croix
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