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9 de janeiro de 2015

Por que temos medo da morte?

Por Bruno Eduardo Vieira Santos

Há três motivos pelos quais temos medo de morrer:
       1º.  O conforto da vida atual
O homem se encontra cada vez mais embrenhado no mundo e não quer deixa-lo. Geralmente o que estamos vendo é que as pessoas colocam “todas as suas fichas” na vida aqui e não se preocupam com a “vida lá em cima” – no céu. Infelizmente ele já não consegue ter um olhar vertical, fixo no céu, só pensando no aqui e agora. Colocam o seu querer na felicidade mundana, buscando o prazer do corpo, deixando sua alma “às traças”. E por isto há medo, porque não se quer deixar essa vida de prazeres, querendo sempre mais e mais, não se preparando e pensando para o que virá depois de nossa partida, mas não com os que ficam, mas a nós que vamos. Não estão mais lembrando que esta vida é finita e que não está em nossas mãos escolher quando partiremos. Concluindo, se houver maior cuidado de nossa parte para com nossa preparação para a morte, separando-nos do mundo e seus desejos e preocupando-nos tão somente com o bem de nossa alma teremos menos temor do fim de nossos dias, já que o que aqui ficará não nos fará falta no lugar onde iremos, só irá pesar na balança o que não fizemos pela nossa alma enquanto podíamos fazê-los.
        2º.  A morte como algo desconhecido
Há, na morte, algo que desconhecemos e nos faz temer o que virá depois. Se o homem viver somente para agradar a si mesmo nunca possuirá virtudes e, por conseguinte, terá ainda mais temor, pois deixará aquilo que “conquistou” aqui. Vencer qualquer medo é dado somente pela coragem, e, nesse caso, somente pela coragem dada pela virtude. Assim, quando houver fé, os olhos serão finalmente abertos para ver que a morte não é má para eles, mas sim, boa. Entretanto, cabe aqui dizer que, os maus com certeza têm medo da morte. Pois são aqueles que apoiaram sua vida no dinheiro, nos prazeres, enfim, no mundo, era isso que os sustentava, não sabem o que os sustentará depois. E o diabo já lhe tomou a alma e a tem em seu “caderninho de recepção do inferno”.
 Entretanto, aquele que apoiou TODA sua vida em Deus, seguindo a Divina Palavra, recebendo sempre com grande fervor e adoração a Eucaristia, que viveu somente pensando e almejando o céu não terá medo, pelo contrário, considerará a morte como grande lucro, pois sabe que essa vida é só uma passagem, um ponto onde devemos parar para depois continuarmos a viagem para aquele lugar ao qual viajamos – o céu, a vida eterna.
        3º.  Quando se conhece a morte e seu fim e não crê completamente
Eis que entre aqueles que creem há um problema: não crer completamente. Eles sabem que existem três locais para onde se pode ir de acordo com a vida que teve:
O céu- para aqueles que foram verdadeiramente santos ou foram purificados no purgatório;
O purgatório- onde se purificarão as almas dos arrependidos para que possam ir totalmente limpos para o céu;
O inferno- para onde irão os servos do demônio, os mundanos e satanistas.
E ainda que eles almejem o céu não conseguem parar de temer o que acontecerá. “Será que irei para o céu? Como será isso?”. Muitas vezes trata-se de pura curiosidade, outra de inconformação, com o ser corrupto que é, o que é bom, pois ele sempre estará buscando ser perfeito por estar inconformado, porque ele sabe que o Pai quer que sejamos perfeitos como ele é perfeito.
 Mas eles muitas vezes não creem 100 %, mas somente 99. E esse 1% que resta fará grande impacto à alma do crente se ele não lutar contra essa descrença injetada que é típico da natureza humana, causada pelo pecado original.

Há, no entanto, um problema gravíssimo na atualidade: olhar tão somente um Deus misericordioso, formando-lhe uma imagem incompleta. Pensam da seguinte forma:
Se Deus é amor, não nos quer ver sofrer, quer que sejamos felizes, mesmo que pratiquemos atos homossexuais, atos impuros, enfim, busquemos o prazer. Não existe inferno, pois ele não nos entregaria ao mal.”

Sinceramente, Deus não entrega ninguém ao mal, é o ser humano que escolhe pelo mal quando quer agir sozinho sem pensar que Ele existe tem um plano traçado para nós que não inclui a permanência eterna neste mundo e muito menos viver dos prazeres do mundo. É uma minimização ao nosso querer dos planos do Pai. É como se criassem uma religião para si mesmos, onde creem no que querem e vivem como querem sendo senhores de si mesmo, tendo Deus como “alguém” que só se pensa depois da morte. E por isso o Pai os entregou aos seus próprios quereres (Romanos 1,24) e o diabo tomou suas almas para si e as lançará no fogo eterno do inferno.

Sugestões de livros:

Preparação para a morte- Santo Afonso Maria de Ligório

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Existe o Inferno? - Pe. La Croix

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