por Bruno Eduardo Vieira Santos
Co-fundador da BNEV
A liturgia romana se encontra banhada
em achismos, manipulações, fazendo com que hoje não se celebre mais um único
rito, como era feito antes do Vaticano II, mas a liturgia de cada país. Sinto
muito, mas tal Concílio contribuiu bastante, mesmo que indiretamente, para haver uma autodemolição da
Igreja, e isso não sou eu quem diz, mas o próprio Paulo VI, Papa que continuou
e encerrou o Concílio em 1965. E ele continua. Disse que ao tentar abrir as
portas da Igreja, no chamado “aggiornamento”
de João XXIII, para que os fiéis entrassem, entrou também a fumaça do demônio
no Templo de Deus. E quão sério é isso. Veja que uma tentativa de agradar aos
homens agradou também ao demônio e não ao Pai. E digo-lhe por fim que, quando se
quer agradar ao mundo, não se agrada ao Senhor. Mas se se lutar para agradar
tão somente ao Senhor, naturalmente, os homens de boa vontade serão agradados.
É vergonhoso chegar a uma igreja que,
já pelo templo, parece um galpão ou uma igreja protestante. Entra-se nela e
vê-se que se aproxima mais ainda dos protestantes: pouquíssimos símbolos
religiosos (imagens, quadros, pinturas, vitrais), um altar que parece uma mesa
de cozinha. E depois se inicia a Missa, o espetáculo com plateia e
apresentador. Falta de zelo, de respeito por Deus. Como querem que resida ali o
Senhor se os Sagrados Mistérios estão banhados na vergonha de sacerdotes manipuladores
de liturgia e sacrílegos infiéis? Ao menos na liturgia Tridentina não haviam
essas vergonhas, pois não existia liberdade para criatividade ou a mal
interpretada inculturação litúrgica. Mas sobre esse último ponto, veja bem,
para quê colocar isso para a Missa? Inculturação litúrgica nada mais é do que
os cantos e língua na liturgia, e só. Nada de danças africanas
nessas “Missas Afro” dizendo eles que colocaram “pequenos” aspectos da África
na missa. Nada de danças sulistas na chamada "Missa gaúcha". E nem danças carregando a Bíblia, vela ou seja lá o que for. Não é inculturação, é falta de piedade litúrgica.
Nosso Senhor quer um só culto, o
agradável ao Pai. Mas como isso é possível se em cada país, ou ainda, em cada
estado ou cidade, se celebra de uma forma?
E se inicia a perseguição aos
conservadores. Dizem que têm medo do novo. Não. Eles têm medo é do vergonhoso progressismo
litúrgico atual. Buscam guardar a sacralidade dos ritos e por isso são chamados
de retrógrados. E o que dizer dos modernistas que fazem da Santa Missa um
circo? São mais perigosos que material nuclear. São capazes de causar às almas
a perdição eterna, levá-las a pensar que dessa forma se agrada a Deus. E a eles
dão crédito e dizem que são bons e normais. Esse tipo de normal é o mesmo daqueles
que, ao morrer, vão para o inferno. O modernismo é a pior das heresias e não se pode dizer
mais. Pensam que tem que ser bonito para todos, se for Jesus gostou, seguindo o
ditado “a voz do povo é a voz de Deus”. Cobras venenosas! São um perigo para a
fé católica, tão questionada e desacreditada hoje em dia.
Será preciso que Nosso Senhor
utilize-se do “chicote de corda” para destruir essas vergonhas? Mas agora não
se trata da temporalização (fazer de algo cada vez mais
temporal, relativo a dinheiro e bens) do templo, mas da destruição gradual do
Sacrifício de Cristo por meio de sacerdotes que manipularam e manipulam os
sagrados ritos.
E infelizmente os bispos não fazem
nada. Preocupam-se com questões ecológicas em plena crise de fé não só no
Brasil, mas em todo o mundo. Ficam preocupados com o impacto da mineração no
meio ambiente ao invés de ir contra o modernismo de tantos padres que põem danças,
teatros, na missa fazendo dela um espetáculo de circo e não mais o sacrifício
do Cristo.
Vemos que Roma busca "fechar o cerco" para os modernismos litúrgicos. Entretanto, a cada ato aparece "outra coisa 'bonitinha e emocionante' que seria bom colocar na Missa". Por exemplo, no dia de Pentecostes, neste mesmo ano de 2014, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou uma carta proibindo alguns pontos do rito da paz (canto da paz, o sacerdote sair do presbitério para dar a paz, pessoas andando pela igreja inteira para desejar a paz). Alguns setores da Igreja no Brasil seguiram. Outros fingiram que não leram ou escutaram nada e outros ainda nem chegaram a saber. E é este o problema. Temos o exemplos de Bento XVI, que iniciou a "Reforma da Reforma" buscando a maior valorização e respeito pela liturgia da Igreja. E seu trabalho deve continuar. Não somente por mãos de papas, cardeais ou bispos mas também por cada um de nós. Como? Não batendo palmas na missa, não promovendo dancinhas, teatrinhos, zelando para com a liturgia se algum de vocês que leem são coroinhas, cerimoniários, ministros, etc., enfim, promover um novo olhar da liturgia da Igreja, buscando um culto uno e aos moldes do querer de Cristo: Seu sacrifício incruento realizado dignamente aqui na Terra agrandando ao Eterno Pai.

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