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9 de dezembro de 2014

A castidade

Por Bruno E. Vieira Santos
Catequista

Embora tenha falado bastante (em 3 artigos) sobre a castidade, continuo a “bater na mesma tecla” visto que é tão importante para o homem de hoje saber desta tão necessária virtude, mas agora quero falar de uma forma mais informal e também mais resumida, ainda falando sobre alguns pontos que não havia falado antes, então não considerem algum possível erro ortográfico ou de concordância.
Pode-se dizer que a castidade se assemelha um tanto ao celibato, mas, a diferença é óbvia: o celibatário (aquele que vive o celibato, isto é, aquele que não se casa e nem tem filhos) não espera alguém, uma pessoa que será sua “alma gêmea”, ao passo que, o casto (que vive a castidade) preserva-se puro até quando seu amado, sua amada, for iluminado (a) por Deus.  E é muito bela e representa o viver para Cristo, pois Ele deve reinar em nós e não pode fazê-lo se nossos corpos forem impuros, sujos, emporcalhados da sujeira do pecado. Para Nosso Senhor habitar em nós é necessário pureza, é necessário controlar as paixões da carne, os desejos, refreá-los com a oração, o jejum e a penitência, para que sejamos dignos de tão grande dádiva, que é ser templo do Eterno Rei.
Entretanto, o mundo não vê assim. Pensam os “mundanistas” e seus seguidores que, aqueles bons cristãos que desejam ser templo santo e digno do Senhor são, ou idiotas alienados, ou ainda homossexuais ou lésbicas. Quanta ignorância e falta de estudo! Se entendessem tudo, se entendessem a escolha de alguém pela castidade cairiam de joelhos perante Deus e pediriam a graça de serem como esses sábios homens e sábias mulheres. Mas o mundo venda-lhes os olhos. Talvez pode ser que só zombam e vão contra, porque não conhecem todo o sentido e a verdade envolvida neste tão belo ato da escolha pelo céu e não pela permissão de ser escravizado pelo próprio corpo.
A castidade é o guardar da pureza física e mental. Por acaso pode alguém dizer que é puro quando dos dois não está verdadeiramente são? Devem andar juntas. Uma pessoa que guarda a castidade, usa anel de castidade, “esfrega na cara” de todos que é casto, mesmo que o seja no corpo, e mostre que é um grande pervertido em sua mente, não passa de alguém que acha que é bom, mas na verdade está muito sujo de pecado. Enfim, é necessário que haja uma pureza na mente e no corpo, pois, se a mente está pura, consequentemente o corpo será puro.
E como é difícil alguém que viveu no mundo de depravação viver a castidade. Vem-lhe à mente as lembranças daquele tempo, daqueles atos... Mas não é algo para desanimar. É um desafio. E um ser humano que não quer desafio, sinceramente, merece a vida medíocre que leva, andando na beirada do inferno. E por que é difícil? Porque o demônio quer que eles voltem para aquela realidade, quer que sejam novamente seus escravos. Podem-se ver tantos casos de pessoas que queriam ter apagado seus passados e agora sofrem com as lembranças, embora tentem esquecer não podem, sempre lhes vem a mente e traz o desejo, e digo, lançai-os fora, porque se ficar se lamentando porque não podia viver assim ou porque tem essas lembranças só te fará pensar que é um pobre coitado, que não consegue nem andar com as próprias pernas. Então saia desse lixão que você se encontre e se endireite logo.
O seguimento do Pai não pode ser cômodo e tranquilo: é turbulento e cheio de provações. Quem quer servir a Deus, mas não quer ser tentado, nem tente. Deve-se ter radicalidade no seguimento. Temos que passar pela porta estreita e, somente os dignos e preparados para a vida eterna entrarão na “Cidade de Deus”. Não digo que somente a castidade irá nos tornar dignos do céu. Há tantos outros quesitos necessários. Mas não devemos nos desanimar. Lembremo-nos do amor do Senhor por nós. Vamos nos lembrar de que Jesus morreu na cruz como um ladrão. Pagou no madeiro os nossos pecados, provando que Ele vai até o fim por nós. Será possível que não é prova de amor suficiente para você colocar-se no caminho para o céu, buscar a santidade de vida?
E você, não pode nem sequer fazer algo por Ele?
Não adianta postar frase, textos de/sobre Deus no Facebook ou no status do WhatsApp. Para quê se você não prova com a sua vida o que escreve? São necessárias as obras, pois a fé sem obras é morta (Carta de São Tiago, capítulo 2, versículo 17), é como aquele ditado “Falar é fácil, difícil é fazer”, assim também é seguir Jesus, é muito fácil dizer que ama, que crê, que quer ser Dele, mas quando é provado na fé, na sociedade, em casa ou em qualquer local, esconde sua fé. Só crer não basta tem que mostrar que é de Deus, pelos atos e não só pelas palavras.
 A castidade é agradável aos olhos de Deus. E, já que o mundo está como está, vemos que somente os verdadeiros cristãos reconhecem que o Pai as quer boas e puras para Ele, fazendo-as entrar para seu seguimento radical, ou seja, numa busca cada vez maior pelas virtudes e se afastando do pecado, da morte eterna.
É uma escolha de amor. Por Deus, pois estás pleno de desejo de encontra-lo após sua morte nesse mundo, queres agradá-lo, louvá-lo com a sua vida. E também pelos outros, pois queres guardar a pureza do seu corpo, mas também do corpo do outro, não quer mais ter carinhos, beijos e abraços momentâneos (FICAR) de utilização como que de objetos e não de seres humanos, não quer dar-lhe desprezo e nem utilizar o corpo alheio como se fosse um objeto. Não quer ter relações sexuais fora do casamento porque sabe que ele foi feito para estar dentro do matrimônio, visto que é um diálogo de entrega, onde HOMEM E MULHER dizem em seus atos CARINHOSOS, e AMOROSOS, que se entregam um ao outro, num “Eu sou seu e você é minha”. É este diálogo que subsiste no sexo, o qual não pode existir se é feito num motel e depois os envolvidos nem se encontram novamente. Não há entrega, mas somente uma tentativa de prazer, de ter um pouquinho de felicidade nessa vidinha “porcaria” que eles têm.
E o ficar? É tão difundido como bom e faz sofrer bastante àqueles que dizem “não” a este ato de utilização do outro como objeto. Pobres dos verdadeiros castos, podem até ficar sozinhos na vida. Mas eu digo: não estão. A solidão em que eles se encontram é somente material e física, e chega a ser boa, porque “antes só que mal acompanhado”. O Senhor que está nos céus o acompanha com felicidade, dando-lhe força e amor, ele não fica sozinho.
E quem não fica é homossexual ou lésbica? Não. Talvez, você que não entende o que este ou esta vivem, não os tenha perguntado sobre isso, só quis julgá-los e chama-los de “viados” (homens) ou “sapatões” (mulheres). Então, primeiro busque a informação, depois julgue.
Mas porque é errado se é tão bom?
Nem sempre o que é bom é bom, isto é, às vezes, o que nos faz sentir bem, ou seja, nosso corpo se sentir bem, é bom para nossa alma, nossa vida espiritual.  E esse é o caso do ficar. Visto que o beijo significa amor, como fazemos algo que significa amor num ato que na verdade é só uma “ficada”, só um “rolo”? É só desejo de prazer descarregado no querer usar o outro. E devemos saber que, um simples encontro entre um casal (homem e mulher) não constitui erro ou pecado, mas um busca de conhecimento pelo outro para talvez chegarem a um namoro, o que, pode haver no ficar, mas que só trará para o casal dificuldades e incompreensões.
Ah e o celibato sacerdotal, a vida do padre. Outro que é julgado de forma equivocada. Primeiro ponto: acham que o jovem que tem desejo de se encontrar com seu Senhor numa vida totalmente consagrada a Ele é “viado”, “gay”, porque não irá ter mulheres ou filhos. Pobres coitados. Mal sabem eles que para ser padre é necessário ser “cabra macho”, tem que ser mais homem que qualquer homem, ele terá que enfrentar o desejo de ter família, ter uma mulher, enfrentará diariamente uma batalha contra Satanás, tendo que fazer mortificações, jejuns, penitências, constantes orações, para que seja puro (o que todos também podem e devem fazer). Ele é o homem mais tentado da face da Terra. Obviamente temos atualmente maus padres, algumas vezes homossexuais infiltrados que não querem a conversão para o Senhor e fazem atos de pedofilia, depravação com jovens e crianças da comunidade. E não só eles, mas também os heteros que fazem atos de depravação para com jovens e mulheres da (s) cidade (a). E é por causa deles que o celibato sacerdotal tornou-se sinônimo de homossexualidade, ou, colocando nos termos dos mundanos “viadagem”.
Concluindo, a castidade é pureza, e para viver no Pai e para o Pai é necessário ter essa virtude. Possivelmente os castos sofrem e sofrerão, mas não ficarão sem consolo. Poderão passar por “noites escuras da alma”, mas terão sempre o apoio de nosso Deus. Ser casto não é ser homossexual, é buscar o desapego das paixões e desejos da carne, é ir contra a escravidão do corpo. Os castos esperam sua “alma gêmea”. Por acaso Deus lhes mandará alguém ruim? De forma alguma! Pelo contrário, lhe mandará uma pessoa maravilhosa que o entenderá e, juntos, buscarão juntos, a bem aventurança (a felicidade que vem de Deus) e lutarão contra o pecado. Isso porque souberam esperar o que Nosso Senhor quis. E isso não acontece com os “pegadores”, que só terão pela frente casamentos (quando houver) ou uniões que serão enormemente turbulentos, tudo isso porque não souberam esperar que Deus lhes designasse, lhes iluminasse alguém.

Muito cuidado para, nesse desejo enorme de curtir a vida, você não acabe estragando ela toda como o liquido biliar do frango quando cai na carne e a faz amarga e horrível.  

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