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9 de março de 2014

Castidade- Artigo 1


Por Bruno Vieira
Catequista da Paróquia N.Sra. Mãe dos Homens- Estrela do Sul

A castidade é o guardar-se puro, proteger-se daquilo que prejudica a santidade do templo do Espírito que é nosso corpo. Pode ser intitulada também como virgindade.
Ao cristão a castidade é extremamente necessária. Ele deve guardar-se para quem o Senhor o indicar como seu (sua) companheiro (a) para a vida. Se o relacionamento for algo sem Deus ele não dará certo, não terá frutos. Mas se o companheiro (a) tiver sido mostrado e apresentado por Deus, a vida entre o casal será feliz e cheia de amor entre os dois.
Portanto a castidade pode ser tudo isso concluindo em uma simples frase: “Esperar o que o Senhor me preparará”. O problema da sociedade atual é a falta de paciência para esperar o tempo de Deus para fazer-nos algo, enviar-nos a pessoa certa.

Vejamos que a castidade não é só guardar seu corpo, mas também preservar puros seus pensamentos. Mesmo não praticando o ato pode-se pecar por desejar no íntimo sobre aquela atitude, aquela ação.
Vivemos num mundo em que “tudo pode para ser feliz”. Pode-se fazer sexo antes do casamento, para ser feliz; usar-se das pessoas como se fossem seres inferiores ou sem vida, para ser feliz; e não se percebe que nessa busca da felicidade pecaminosa sua castidade se perde e seu templo começa a ter rachaduras como uma casa antiga. Assim como nós não podemos residir numa casa condenada a cair, assim também o Espírito Santo não pode residir numa pessoa que não se preocupa em preservar seu templo santo, seu corpo.
Vemos o seguinte argumento: “Mas se eu não experimentar como eu vou saber se é quem eu quero para me acompanhar na vida?” Basta acreditar e confiar em Deus. Quando se tem a confiança Nele não é necessário experimentar. No tempo certo Ele mostrará a pessoa certa. Quem vai nessa “onda” do experimentar geralmente não encontra a felicidade conjugal e facilmente há brigas e o divórcio chega para acabar com tudo. Não é por que uma pessoa é boa no ato do sexo que ela é quem você precisa na vida, quem irá te amar, dar carinho, compartilhar sentimentos, consolar. Não se deve escolher o(a) companheiro(a) pela beleza, riqueza, cor, mas sim pelo seu interior, sua parte sentimental, sua parte espiritual e depois de ter uma conversa com Deus para saber se realmente ela é “a tampa da sua panela”.
Sexo antes do casamento- O sexo antes do casamento é pecado e, além disso, não há o sentido espiritual que é representado pelo ato sexual. Utilizar-me-ei das palavras de Pe. Paulo Ricardo. A relação sexual, espiritualmente, é um diálogo entre homem e mulher, em que, um declara ao outro sua entrega: “eu sou seu” “eu sou sua” Assim é impossível um casal que pratica sexo antes de se casar ter, no espírito do ato, esse diálogo, sendo que os dois se levantam e vão embora e provavelmente nunca mais se encontrarão (caso de carnavais e outras festas). Nesse contexto retorna a ideia de “tudo pela felicidade; tudo pelo prazer” O sexo foi-nos dado por Deus e é um ato do casal que já recebeu o Sacramento do Matrimônio e somente é sadio e certo dentro do âmbito do casamento. Assim o diálogo apresentado acima é feito e tem sentido. Concluindo, praticar o sexo antes do casamento é utilizar a outra pessoa como se fosse uma coisa, um objeto descartável, que depois de usado joga-se fora. É pecado grave e necessário de confissão para retornar a receber a Eucaristia, e se o ato foi consumado (através do ato sexual antes do casamento houve uma gravidez) reforça-se a necessidade de confissão.
Mas, enfim, como viver a castidade?
A castidade brota da vontade de se guardar para os desígnios de Deus e é feita da oração e da resistência. Não é porque você reza que não sofrerá tentações contra sua castidade. Peça ao Senhor que te dê forças para resistir às tentações (não retirá-las, mas ajudar na resistência). Amigos, parentes, colegas, todos irão te oferecer algo que pode ir contra sua castidade, mas não o faça. Você deve resistir e guardar-se no Senhor.
Diretamente falando:
v Não praticar o sexo antes do casamento;
v Não utilizar-se do “ficar” (será falado em outro artigo);
v Controlar seus pensamentos para obscenidades, pornografia, etc.;





Artigo 2- http://abnev.blogspot.com.br/2014/07/castidade-artigo-2-ficar.html