Catequista
No mundo moderno a Igreja continua sua caminhada levando pessoas a Deus. Mas o que vemos hoje é que alguns gostam de pensar que a liturgia pode ser o que eles querem.
Há uma onda de abusos litúrgicos acontecendo no Brasil que, impressionantemente, não é parada pelos pastores de almas. A Missa vem se tornando cada vez mais do povo. Não que a missa tenha de se afastar do povo, entretanto, no mundo de hoje tudo tem que ser do povo, do povo, do povo... e esquecem que a Missa é um culto a Deus, o sacrifício de Cristo aos nossos olhos, e fazem a missa do povo, para agradar o povo. Nisso se incluem, certos comportamentos, modo de celebrar, músicas "diferentes", vestes diferentes, fazendo, dessa forma com que a Missa se torne a missa para o povo e não para Deus.É necessário que se agrade ao Senhor e não a um grupinho aqui outro ali, que quer que o padre "celebre de um jeito diferente". Mas em suas cabeças não entra uma coisa, talvez seja por não saber, ou por ser bobo demais para seguir o que manda a Igreja: A Missa é só uma! É a missa que está no Missal Romano e não a missa que fulano quer que aconteça ou que o carinha influente quer que o padre celebre. Uma missa com tamanhos abusos como se vem vendo, não é nada mais, nada menos que um sacrilégio, uma ofensa a Jesus no Sacramento da Eucaristia.
Atualmente, e talvez não só atualmente, as pessoas lêem o termo "inculturação da liturgia" e acham que podem colocar uma música sertaneja pra agradar quem gosta, uma bem alegre pra agradar alguns que gostam. Repito, a missa não é do povo para que mudem quando quiserem. Quem celebra a Santa Missa deve sempre se lembrar que ele não celebra o que quer ou como quer, mas como a Igreja os instrui para que se cultue a Cristo de uma forma digna e sagrada, porque ao sagrado se deve celebrar com perfeição e dignidade.
Cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa Emérito Bento XVI) sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosaparticipatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”
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