Por Bruno Vieira
Caro irmão, a parábola do filho pródigo é uma das mais belas que
considero, pois nos mostra como Deus é amor e misericórdia. Nós somos como este
filho, que se separa do pai através de seus pecados e volta arrependido do que fez.
Deus
nos deu a liberdade de escolha entre dois caminhos: o bem e o mal. Cabe a nós
escolher um desses caminhos. O pai da parábola fez o que seu filho quis, deu a
liberdade para que ele fosse embora viver a vida que sonhava. Entretanto, nem
sempre um sonho se torna realidade. Depois de gastar tudo, o filho passa a
trabalhar para um patrão cruel que nem lhe dava de comer. E tal era seu viver
de sofrimento e fome que a vontade do filho era comer a lavagem dos porcos.
Muitas pessoas de nossa sociedade estão comendo a lavagem dos porcos e muitos desses não querem sair dessa lavagem, dessa vida ruim e sofrida, não possuem a esperança no Pai. Muitos são teimosos, mesmo se arrependendo não querem voltar ao Pai, pensam que é humilhação demais, acham que é se rebaixar demais, não querem escutar aquela frase: “Eu te avisei...”. Mas essas pessoas não vêm que humilhação maior é ficar reciclando a lavagem, “colocando tempero para ver se melhora o gosto”, vendo se o sofrimento fica um pouco mais leve. Mas muitos não percebem que: A única maneira de se livrar do sofrimento é se arrepender e acreditar na bondade do pai, que vai nos perdoar.
Pensemos bem. O amor de Deus é tanto que Ele
desceu a terra como homem, morreu por nós. Como podemos ficar inertes a essa
prova de amor. Ele nos quer bem. Ele nos aceita de volta. Ele nos permite
voltar a Ele, mas temos que nos arrepender. “E eu lhes declaro: assim haverá
mais alegria por um só pecador que e converte, do que por noventa e nove justos
que não precisam de conversão.” (Lc 15, 7).
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Veja a música “Este
pranto em minhas mãos”, ela narra perfeitamente a parábola:
Muito
alegre eu te pedi o que era meu. Partir, um sonho tão normal. Dissipei meus
bens, o coração também, no fim meu mundo era irreal.
Confiei no teu amor e
voltei, sim aqui é meu lugar.
Eu gastei teus bens, ó Pai, e te dou este
pranto em minhas mãos.
Mil amigos conheci, disseram adeus, caiu a
solidão em mim. Um patrão cruel levou-me a refletir: Meu pai não trata um servo
assim!
Nem deixaste-me falar da ingratidão, morreu
no abraço o mal que eu fiz. Festa, roupa nova, o anel, sandália aos pés, voltei
à vida, sou feliz.
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Que as bênçãos de Deus estejam sobre nós.
