Por Dom Paulo F. Machado
Bispo Diocesano de Uberlândia-MG
Por cerca de três anos, Jesus se deixou
acompanhar por um grupo de homens e mulheres, entre eles, os mais próximos,
receberam o nome de apóstolos. Cada palavra de Jesus, cada sermão, cada milagre
injetava no mais profundo do coração daqueles homens rudes , a imensa esperança
da instalação definitiva do Reino de Deus.
Foi no auge desta expectativa que se
deu a tragédia. Imaginem a frustração dos apóstolos. Aquele, que ao
simples toque de mão curava os doentes, a uma ordem sua expulsava demônios,
fazia cessar tempestades, saciava a fome de uma multidão que O acompanhava sem
ceder ao cansaço, foi aprisionado, julgado segundo as leis dos Judeus de
maneira injusta, condenado à morte por representante do poder romano.
No coração de cada discípulo, seguidor
de Jesus a esperança viu-se pulverizada, aniquilada. Restava a dor lancinante
da frustração, da ausência amiga, um forte sentimento de perda. No coração de
cada discípulo domina a treva. Três dias de solidão e de tristeza.
De repente, dos lábios de algumas
mulheres um sussurro que se tornará um forte brado, clamor exultante: “Cristo
ressuscitou”. A partir daí os apóstolos, os doze, iniciam uma forte
experiência do Ressuscitado, de sua Vida na vida deles, de sua presença atuante
na Celebração Eucarística, da Palavra recordada que passa a ter todo um sentido
inesperado e, uma força, em grande dinamismo os impulsiona a testemunhar essa
grande e vital experiência.
Cristo Ressuscitou! Aleluia!
Agora, a ordem é seguir em frente,
anunciar as maravilhas que o Senhor fez: “Eis o dia que o Senhor fez, dia de
vitória e de alegria”.
Hoje, passados cerca de dois mil anos,
o Ressuscitado, mediante o seu Santo Espírito, proporciona a nós, mesmo sem a
sua presença terrena, a experiência, a vivência de uma vida nova, obra divina
em nós do Espírito de Cristo, vencedor da morte. Agora, somos nós as
testemunhas do Ressuscitado, porque Ele vive em nós e nos faz viver.
Uma Santa Páscoa!
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